sexta-feira, 24 de julho de 2026

 


O avanço do crime organizado no Brasil reacende um debate cada vez mais presente: chegou o momento de classificar facções como PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas?

Durante evento realizado no Ministério Público de São Paulo, o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou que o crime organizado nunca esteve em um nível tão alto no país. Segundo ele, essas organizações já possuem atuação transnacional e representam uma das maiores ameaças à democracia. O promotor Lincoln Gakiya também destacou a expansão internacional das facções, sua infiltração na política, na economia formal e os vínculos com organizações criminosas estrangeiras.

Diante desse cenário, cresce a discussão sobre a adoção de um enquadramento jurídico mais rigoroso. Defensores dessa medida argumentam que a classificação como organizações terroristas poderia ampliar a cooperação internacional, fortalecer o combate financeiro às facções e aumentar a capacidade do Estado de enfrentá-las.

Por outro lado, especialistas lembram que a legislação brasileira e diversos tratados internacionais costumam vincular o terrorismo a motivações políticas, ideológicas ou religiosas. Como as facções têm, em regra, finalidade econômica e lucrativa, há quem entenda que o enquadramento atual como organizações criminosas continua sendo o mais adequado.

Independentemente da posição adotada, há um ponto que parece reunir consenso: o fortalecimento das facções criminosas exige uma resposta cada vez mais coordenada do Estado, com integração entre as forças de segurança, combate à corrupção, inteligência e cooperação internacional.

Fonte: CNN Brasil, 24 de julho de 2026.

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