Veteranos da segurança cobram políticas públicas para saúde mental
Veteranos da segurança pública cobram do Estado políticas permanentes de prevenção, acolhimento e tratamento da saúde mental de policiais e demais profissionais que deixam a ativa.
O tema foi discutido nesta quinta-feira (10), na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), durante audiência realizada no Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Especialistas alertaram que os impactos psicológicos de uma carreira marcada pela violência, pressão e risco de morte não desaparecem com a aposentadoria e podem se agravar durante a transição para a inatividade.
Um dos pontos defendidos é que o acompanhamento não comece apenas quando o profissional adoece. A proposta é ampliar a prevenção, a busca ativa, o monitoramento e o atendimento psicológico e psiquiátrico ao longo de toda a carreira, incluindo a fase de aposentadoria.
Em Minas Gerais, já existe legislação que estabelece diretrizes para prevenção das violências autoprovocadas entre servidores civis e militares, incluindo ações de assistência permanente à saúde mental e espaços de acolhimento. O debate na ALMG, porém, aponta para a necessidade de fortalecer e ampliar essas políticas, especialmente para os veteranos.
O deputado Charles Santos anunciou que vai cobrar dos órgãos públicos a elaboração de uma política estadual específica de atenção à saúde mental dos veteranos e a criação de um programa de reinserção social e reaproveitamento desses profissionais no serviço público. Também apresentou o PL 5.287/2026, que prevê diretrizes para uma política de valorização dos veteranos e uma Frente Estadual de Apoio à Saúde Mental.
Quem passou décadas protegendo a sociedade também precisa ser protegido quando chega o momento de deixar a linha de frente. Saúde mental não pode ser tratada como assunto secundário — nem durante a carreira, nem depois dela. https://www.instagram.com/p/DdKHN6YEUVy/?stkn=OWVuemo1cDFvcmVq
















