Os servidores da segurança pública acumulam uma longa lista de críticas ao governo Romeu Zema e à gestão de Mateus Simões.
O maior desgaste começou em 2020, quando o governo anunciou uma recomposição salarial de 41,7% para a segurança pública, dividida em três parcelas: 13% em 2020, 12% em 2021 e 12% em 2022. Pouco tempo depois, o próprio governo vetou as duas últimas parcelas, mantendo apenas os 13% iniciais. A decisão foi vista pelas categorias como quebra de compromisso e gerou forte revolta dentro das instituições.
Depois disso, os reajustes concedidos ficaram muito abaixo das perdas inflacionárias acumuladas. A segurança pública recebeu 13% em 2020, 10,06% em 2022, 4,62% em 2024 e 5,4% em 2026, totalizando cerca de 33,08% em seis anos — percentual que entidades afirmam não cobrir sequer a inflação do período.
A sensação de desvalorização aumentou com o passar dos anos. Policiais militares, civis, penais e bombeiros reclamam de sobrecarga de trabalho, efetivo reduzido, falta de estrutura e ausência de reconhecimento profissional. Muitos servidores afirmam que o governo priorizou equilíbrio fiscal enquanto a tropa acumulava perdas salariais e desgaste operacional.
No IPSM, as críticas envolvem dificuldade de acesso à saúde, redução da rede credenciada, atrasos para prestadores e enfraquecimento do sistema de assistência médica dos militares. O cenário piorou após a divulgação de uma dívida bilionária do Estado com o instituto, estimada em cerca de R$ 3 bilhões, envolvendo repasses patronais e recursos ligados ao Promorar.
O Promorar também virou alvo constante de reclamações. Muitos militares afirmam não ter acesso à moradia própria, criticando demora nos projetos habitacionais, falta de transparência e ausência de soluções concretas para a categoria.
No IPSEMG, o desgaste aumentou após o governo elevar as contribuições dos servidores estaduais. Usuários passaram a pagar mais caro enquanto continuaram denunciando filas, superlotação, falta de médicos, demora em atendimentos e precariedade nos serviços de saúde.
Outro ponto muito criticado pelas categorias foi o aumento expressivo dos salários do alto escalão
Entre outras coisas..







































