Nos últimos dias, chamou atenção a quantidade de críticas direcionadas à coronel Cleide e ao secretário Rogério Greco por demandas que, muitas vezes, não dependem diretamente deles.
No caso da coronel Cleide, há cobranças relacionadas à paridade, recomposição salarial e outras questões financeiras. No entanto, ela assumiu o comando em um momento em que já havia passado o período em que o governo poderia conceder reajustes salariais ou outros benefícios à tropa da Polícia Militar. São pautas que dependem de decisões do Poder Executivo e não da comandante-geral da corporação.
Já em relação a Rogério Greco, alguns chegam a criticá-lo por questões ligadas à Polícia Militar, ao Corpo de Bombeiros e à Polícia Civil. Porém, sua atuação está voltada à Polícia Penal e ao socioeducativo. Assim como ocorre em outras áreas, diversas decisões relacionadas às demais forças de segurança não passam por ele.
Isso não significa que chefias e gestores não possam ser cobrados. Pelo contrário. Questões como condições de trabalho, estrutura, escalas, equipamentos e problemas administrativos devem ser discutidas e cobradas de quem tem responsabilidade direta sobre elas.
O problema surge quando a indignação é direcionada à pessoa errada. Antes de criticar, é importante compreender quais são os limites e as atribuições de cada cargo. Cobrança é legítima e faz parte da democracia. Ataques pessoais e ofensas, por outro lado, apenas desviam o foco do debate e dificultam a busca por soluções reais.
