Nos bastidores da política mineira, a aproximação entre o senador Cleitinho Azevedo e o prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão Ferreira, que também preside a Associação Mineira de Municípios, ocorre em meio a um contexto político marcado por tensões com o governo estadual.
Falcão e sua esposa, a deputada estadual Lud Falcão, que foi vice-líder do governo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, protagonizaram um forte embate político com o vice-governador Mateus Simões.
Segundo relatos divulgados pela CNN Brasil, a crise ganhou dimensão após um telefonema em que Simões teria cobrado explicações da deputada por críticas feitas à gestão estadual. Lud Falcão afirmou que, durante a conversa, teria ouvido que o governo poderia “fechar as portas” do Executivo estadual para ela e para o prefeito caso não houvesse retratação.
O episódio aprofundou um desgaste que já vinha se formando. As divergências teriam começado em discussões envolvendo o apoio das prefeituras às forças de segurança pública, como a Polícia Civil de Minas Gerais e a Polícia Militar de Minas Gerais, e se intensificado durante a eleição da presidência da AMM, quando aliados de Falcão afirmaram que o governo estadual teria atuado politicamente contra sua candidatura.
Diante desse cenário, o anúncio da construção de uma chapa entre Cleitinho e Falcão para disputar o governo de Minas em 2026 é visto por muitos observadores como mais do que uma simples articulação eleitoral. Para críticos do governo estadual, trata-se de um movimento político cuidadosamente calculado, que transforma um conflito institucional em plataforma de oposição e reposicionamento no tabuleiro eleitoral mineiro.
Integrantes da equipe de Simões, afirmam que as críticas feitas pela deputada teriam motivação política.