Após decisão do Supremo Tribunal Federal que derrubou a limitação de vagas para mulheres, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais registrou aumento significativo da participação feminina na nova turma do Curso de Formação de Soldados. Dos 275 militares formados, 59 são mulheres, o que representa 21,4% da turma — mais que o dobro do limite anterior, que restringia a participação feminina a 10% das vagas.
A formatura marcou a primeira turma após a decisão judicial que garantiu às mulheres o direito de disputar todas as vagas em concursos públicos para as corporações militares do estado. A comandante-geral da instituição, Jordana de Oliveira, destacou que o momento representa um avanço importante para a corporação e para a igualdade de oportunidades.
Durante a cerimônia realizada na Academia de Bombeiros Militar, em Belo Horizonte, a comandante ressaltou que o fim da restrição demonstra que talento, dedicação e coragem não têm gênero.
A turma recebeu o nome “Miguel Arcanjo”, em homenagem aos seis tripulantes que morreram na queda do helicóptero Arcanjo 04, ocorrida em outubro de 2024 durante uma missão de salvamento no distrito de São Bartolomeu, em Ouro Preto.
Na mesma solenidade, o vice-governador Mateus Simões anunciou um novo concurso para o Corpo de Bombeiros, com 342 vagas, sendo 321 para sargentos e 21 para oficiais. O edital deve ser publicado em 16 de março, com inscrições previstas entre maio e junho.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, aparece entre os nomes cogitados para assumir o Ministério da Segurança Pública em um eventual governo do senador Flávio Bolsonaro, caso ele vença a eleição presidencial de 2026.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa, aliados do grupo político bolsonarista já discutem possíveis nomes para compor um eventual governo. Nesse cenário, Caiado surge como opção para a área de segurança por adotar uma linha dura no combate ao crime e por sua experiência à frente do governo de Goiás — tema que costuma ocupar posição central no discurso da direita.
O governador também mantém forte ligação com a pauta da segurança pública e já defendeu medidas mais rígidas contra o crime organizado, o que reforça seu nome para uma eventual composição ministerial.
Apesar disso, a possibilidade ainda é tratada como especulação política, já que a eleição presidencial de 2026 ainda não ocorreu, as alianças partidárias seguem em negociação e o próprio Caiado, em alguns momentos, também já foi citado como possível candidato à Presidência da República.

