Olha, gente, não foi como esperávamos. Fomos derrotados. Muitos falam em fraude, mas não acredito que a eleição será anulada ou que haverá um terceiro turno, como alguns dizem.
Desde ontem, venho recebendo críticas e ataques justamente de pessoas que defendo há 19 anos: servidores da segurança pública de Minas Gerais. E confesso que isso me entristece.
Eu leio, tento ignorar, mas não tem como não ver. O que mais me incomoda é perceber que a divergência política parece ter se tornado motivo para desrespeito, inclusive por parte de pessoas de uma categoria à qual dediquei tantos anos de trabalho.
Há tempos deixei de fazer muitas coisas por receio da opinião alheia. Parece que não posso comemorar a vitória do meu time, declarar apoio ao campo político com o qual me identifico ou elogiar uma instituição sem que alguém interprete isso como preferência por outra.
Isso cansa. Não quero viver tentando agradar a todos, muito menos esconder minhas convicções para evitar críticas.
Ninguém é obrigado a concordar comigo, me seguir ou consumir os serviços dos meus parceiros financeiros e jurídicos. Cada um faz suas escolhas, e eu respeito isso.
Depois de 19 anos defendendo os profissionais da segurança pública, acredito que tenho o direito de manter minhas próprias opiniões sem que isso apague minha história ou meu compromisso com a categoria.
Não precisamos pensar igual para conviver com respeito. A divergência faz parte da democracia; os ataques pessoais não deveriam fazer parte do debate.
Só peço que respeitem meu direito de pensar, escolher e me expressar, assim como respeito o de cada um.
