Ué... então excedente não presta? 🤔
Hoje, ao falar sobre os excedentes de concursos públicos, o governador Mateus Simões afirmou que “prefere os melhores”.
Mas há uma curiosidade que merece ser lembrada.
Em 2007, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais realizou o concurso público para o cargo de Procurador, por meio do Edital nº 1/2007. Foram oferecidas apenas 3 vagas para o cargo.
Mateus Simões foi aprovado nesse concurso, mas ficou fora das três primeiras colocações. Na classificação final, aparece entre os candidatos aprovados além do número inicial de vagas.
Ou seja: ele próprio já esteve na condição de aprovado além das vagas oferecidas.
Então fica a pergunta: ser excedente significa não ser bom?
Claro que não.
Excedente é quem foi aprovado em concurso público, mas ficou além do número de vagas inicialmente previsto. Não é sinônimo de incompetência, nem significa que o candidato não esteja entre os melhores.
E tem outra pergunta: se o Estado realiza um concurso, faz milhares de pessoas estudarem, pagarem inscrição, viajarem e gastarem dinheiro, por que convocar e fazer tanta gente gastar se depois a intenção é simplesmente não chamar os aprovados?
O governador disse que prefere os “melhores”.
Pois bem.
Em outubro, os mineiros também vão escolher o seu “melhor” governador.
E dessa vez quem vai decidir não é o governador.
É o eleitor.


