Tenho refletido muito sobre a política e, sinceramente, uma das coisas que mais me chama a atenção é a falta de união entre pessoas que se identificam com a direita.
A impressão que tenho é que, muitas vezes, antes mesmo de enfrentar os adversários políticos, a própria direita acaba brigando entre si. Sempre há críticas, desconfianças e divisões. Parece que nunca existe um nome que agrade a maioria.
Na minha percepção, quem é de esquerda costuma demonstrar mais união em torno de seus representantes. Quando um é criticado, os outros tendem a defendê-lo. Já na direita, frequentemente vemos pessoas do mesmo campo político atacando umas às outras, o que acaba enfraquecendo o grupo.
Isso fica evidente quando surgem vários pré-candidatos dizendo representar os mesmos valores, mas sem conseguir construir um consenso. Em Minas Gerais, por exemplo, muita gente defendia a candidatura de Cleitinho, Quando esse cenário mudou e outro passou a ser cogitado e confirmado, não demorou para começarem as críticas, os questionamentos e até declarações de voto branco, nulo ou de desistência.
Tenho a sensação de que nunca nada está bom. Em vez de discutir propostas e buscar soluções, muitas conversas acabam se resumindo a apontar defeitos. Nos grupos de WhatsApp isso fica ainda mais evidente: são reclamações o tempo todo, discussões intermináveis e pouca disposição para construir algo positivo.
No fim das contas, isso me afasta um pouco da política. Não porque deixei de me interessar pelo assunto, mas porque o ambiente se tornou muito desgastante. Eu continuo me considerando uma pessoa de direita, mas acredito que qualquer grupo político só se fortalece quando consegue dialogar, respeitar as diferenças internas e concentrar energia em apresentar soluções, em vez de viver em conflito o tempo todo.
Essa é apenas a minha percepção, e espero que, independentemente das diferenças, o debate político volte a ser mais produtivo e menos marcado por disputas entre pessoas que compartilham objetivos semelhantes.
Renata Pimenta
