*RAIO-X DA POLÍCIA MILITAR BRASILEIRA: SALÁRIOS, RANKING, EFETIVO E PRINCIPAIS INDICADORES*
O estudo "Raio-X das Forças de Segurança", divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em 4 de agosto de 2026, apresenta um panorama da Polícia Militar nos 26 estados e no Distrito Federal, abordando aspectos relacionados à remuneração, efetivo e estrutura da corporação.
*Salário médio da Polícia Militar*
O levantamento considera a remuneração bruta média dos policiais militares de todas as graduações e postos da carreira, incluindo alunos, aspirantes a oficial, soldados, cabos, sargentos, subtenentes, tenentes, capitães, majores, tenentes-coronéis e coronéis.
A média salarial bruta nacional dos policiais militares é de R$ 10.329,61.
Ranking dos salários médios brutos da Polícia Militar por estado
Posição/ Estado/ Salário Médio Bruto
- 1º Goiás (GO) R$ 15.687,47
- 2º Distrito Federal (DF) R$ 14.427,87
- 3º Tocantins (TO) R$ 14.108,50
- 4º Mato Grosso (MT) R$ 14.023,53
- 5º Ceará (CE) R$ 13.436,55
- 6º Roraima (RR) R$ 12.678,32
- 7º Amazonas (AM) R$ 12.192,30
- 8º Rio de Janeiro (RJ) R$ 11.331,25
- 9º Minas Gerais (MG) R$ 10.823,41
- 10º Santa Catarina (SC) R$ 10.655,59
- 11º Rondônia (RO) R$ 10.392,80
- 12º Espírito Santo (ES) R$ 10.144,53
- 13º Acre (AC) R$ 9.931,64
- 14º Alagoas (AL) R$ 9.738,06
- 15º Paraná (PR) R$ 9.637,78
- 16º Rio Grande do Sul (RS) R$ 9.628,88
- 17º Amapá (AP) R$ 9.595,58
- 18º Sergipe (SE) R$ 9.406,58
- 19º São Paulo (SP) R$ 9.206,57
- 20º Pará (PA) R$ 9.151,39
- 21º Mato Grosso do Sul (MS) R$ 9.145,13
- 22º Bahia (BA) R$ 9.089,71
- 23º Rio Grande do Norte (RN) R$ 9.046,42
- 24º Pernambuco (PE) R$ 8.675,25
- 25º Maranhão (MA) R$ 8.410,46
- 26º Paraíba (PB) R$ 7.832,83
- 27º Piauí (PI) R$ 6.648,84
O levantamento demonstra uma diferença superior a R$ 9 mil entre o estado com a maior remuneração média (Goiás) e o de menor remuneração (Piauí). A Polícia Militar do Estado de São Paulo ocupa a 19ª colocação nacional, com salário médio bruto de R$ 9.206,57, valor inferior à média nacional.
*Déficit de efetivo*
O estudo aponta que a Polícia Militar enfrenta um significativo déficit de pessoal em todo o país.
Atualmente, os estados possuem aproximadamente 413 mil policiais militares em atividade, enquanto o efetivo previsto pelas legislações estaduais deveria ser de quase 620 mil militares estaduais.
Isso representa uma defasagem de aproximadamente 35% em relação ao efetivo considerado ideal pelos próprios estados.
*Distribuição territorial*
Em média, o Brasil possui um policial militar para cada 21 km² de território.
No entanto, há grandes diferenças regionais. O estado do Amazonas apresenta uma das situações mais desafiadoras, contando com um policial militar para cada 180 km², evidenciando as dificuldades de policiamento em regiões de grande extensão territorial.
*Mulheres na Polícia Militar*
O levantamento demonstra que apenas 7% dos postos de comando das Polícias Militares brasileiras são ocupados por mulheres, evidenciando a baixa representatividade feminina nas funções de liderança das corporações.
*Crescimento do efetivo*
Entre 2023 e 2025, o efetivo das Polícias Militares registrou um crescimento de 2% em todo o país.
Mesmo com esse aumento, o estudo ressalta que o número de policiais permanece muito abaixo do efetivo previsto em lei, mantendo um elevado déficit operacional.
*Considerações finais*
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os dados foram fornecidos pelas Secretarias de Segurança Pública dos estados e do Distrito Federal. O levantamento utiliza como referência as informações oficiais encaminhadas pelos governos estaduais, comparando o efetivo existente com aquele previsto na legislação de cada unidade da federação.
Os resultados demonstram que a Polícia Militar brasileira enfrenta desafios relacionados à valorização profissional, recomposição do efetivo, distribuição territorial e ampliação da participação feminina nos cargos de comando. Apesar de alguns estados apresentarem remuneração média significativamente superior à média nacional, o estudo evidencia uma grande desigualdade salarial entre as unidades da federação e um déficit de efetivo que continua impactando a capacidade operacional das corporações em todo o país. *Além disso, a posição de São Paulo (19º lugar) reforça o debate sobre a valorização dos policiais militares do maior estado da Federação.*
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