sexta-feira, 8 de maio de 2026

 


O policial militar de 33 anos que matou o próprio pai durante uma discussão familiar em Lavras, no Sul de Minas Gerais, foi liberado após prestar depoimento à Polícia Civil.


A informação foi confirmada após a análise inicial da ocorrência registrada na madrugada de segunda-feira, dia 4 de maio de 2026.


O caso aconteceu dentro de uma residência no bairro Vila São Sebastião e causou forte repercussão na cidade.


A vítima foi Joaquim Ribeiro Pinto Júnior, de 55 anos, policial militar da reserva.


Inicialmente, o filho chegou a ser conduzido à delegacia como suspeito do homicídio. Porém, a prisão em flagrante não foi mantida após os primeiros depoimentos e a análise das circunstâncias do caso.


Segundo o relato apresentado pelo policial, tudo começou quando ele foi até a casa dos pais e encontrou o pai embriagado, ameaçando a esposa com uma arma de fogo.


A filha dele, uma menina de apenas 5 anos, também estava na residência sob os cuidados da avó.


O policial afirmou que tentou retirar a mãe e a filha da situação de risco, levando as duas para um dos quartos da casa.


Mas, ainda conforme o depoimento, Joaquim teria efetuado disparos em direção ao cômodo onde elas estavam escondidas.


A perícia confirmou que havia marcas de tiros na parede e em um televisor próximo do local.


O filho relatou ainda que pediu diversas vezes para o pai largar a arma, mas que, em determinado momento, Joaquim teria apontado o revólver na direção dele.


Foi então que ele reagiu e efetuou os disparos.


Após o ocorrido, o próprio policial acionou a PM e o Samu. Quando as equipes chegaram ao local, Joaquim já estava morto dentro da residência.


Durante depoimento, a esposa da vítima confirmou a versão apresentada pelo filho e relatou anos de agressividade e violência doméstica dentro de casa.


Segundo a Polícia Militar, também existiam registros anteriores envolvendo violência familiar na residência.


Moradores da região afirmaram que as brigas no imóvel eram frequentes.


Mesmo liberado, o policial segue sendo investigado pela Polícia Civil, que ainda vai apurar a hipótese de legítima defesa ou excesso na reação.

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