quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Delegados da PF evitam tensão com STF e não assinam carta de apoio a Andrei

 

Delegados da PF evitam tensão com STF e não assinam carta de apoio a Andrei

Enquanto 11 diretores da Polícia Federal colocaram os cargos à disposição e divulgaram uma carta de apoio ao diretor-geral afastado, Andrei Rodrigues, delegados da corporação optaram por não aderir ao documento.

A manifestação ocorreu após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada.

A decisão provocou reação dentro da cúpula da Polícia Federal. Os 11 diretores que assinaram a carta afirmaram apoio aos dois delegados e rejeitaram acusações de atuação “não republicana”.

A ausência de uma adesão mais ampla entre os delegados é interpretada como uma tentativa de evitar o agravamento da tensão institucional entre a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), por sua vez, criticou o afastamento e defendeu a atuação institucional da categoria, sem que isso significasse necessariamente a adesão individual de todos os delegados ao manifesto dos diretores.

O episódio ocorre em meio à disputa envolvendo decisões conflitantes de ministros do STF sobre o comando da PF. Nesta quarta-feira (9), Flávio Dino havia determinado a reintegração de Andrei, mas posteriormente o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as decisões conflitantes de Mendonça e Dino e assumiu a condução do impasse.

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