sexta-feira, 13 de março de 2026

 

Gustavo Dias @Gustavo MDias

Estrategista político, Mestre em Comunicação e Filósofo - UFMG


Em entrevista ao jornal Estado de Minas, o secretário de Governo e pré-candidato ao Senado Marcelo Aro comparou a situação de Mateus Simões com a de Antonio Anastasia em 2010 e de Fuad Noman em 2024.

A analogia pode parecer interessante à primeira vista, mas ignora diferenças fundamentais.

Anastasia tinha Aécio Neves como fiador político — à época, o governador mais bem avaliado do país — além de contar com uma ampla coalizão e uma máquina política consolidada.

Seria como comparar um Boeing com um monomotor.

Romeu Zema hoje tem aprovação menor do que Aécio possuía naquele período. A base política é mais instável. E há ainda um fator novo no cenário: Cleitinho Azevedo, que possui enorme alcance nas redes sociais e diálogo direto com uma parcela relevante do eleitorado de 2026, especialmente das gerações Z e Millennials.

Eleições não se resolvem por analogias. Elas dependem da correlação real de forças, e cada campanha tem o seu próprio contexto.

Neste momento, as montanhas de Minas parecem muito mais íngremes do que alguns imaginam.

Conhecendo Marcelo Aro, é possível até imaginar que nem ele próprio acredite totalmente nas palavras que disse ao microfone.

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