Nikolas vai colocar o PL na chapa de Simões e controlar os rumos do partido em Minas - (crédito: LEANDRO COURI/EM/D.A.PRESS)
crédito: LEANDRO COURI/EM/D.A.PRESSO futuro do PL, principal partido da extrema direita, na sucessão estadual mineira foi decidido na Papudinha, presídio onde está detido o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por golpismo. Em um encontro autorizado pela Justiça, o badalado deputado federal Nikolas Ferreira levou a Bolsonaro suas duas condições para permanecer no PL. A primeira é que ele tenha controle sobre as decisões do partido, entre elas, a formação de chapas, e a segunda que a legenda apoie a candidatura a governador de Mateus Simões (PSD). Bolsonaro abençoou as escolhas.
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Com isso, fica vetada a eventual candidatura a governador do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Ou seja, sem o apoio do PL, sozinho, o partido de Cleitinho é quase um nanico e não tem tempo de TV e rádio no horário gratuito eleitoral suficiente para uma campanha majoritária. Sobre isso, Nikolas decidiu aceitar o conselho crítico de Simões, segundo o qual deve se preparar melhor. É o que ele resolveu fazer, preparar-se para ser tão influente na vida real como na virtual.
O bolsonarista estava incomodado com a direção nacional do PL na definição de candidatos a deputados federais. Mais preocupado em engordar o fundo partidário, o presidente nacional, Valdemar Costa Neto, estava filiando deputados federais de outros partidos. Nikolas não gostou da iniciativa, que atrapalha seus projetos pessoais. Ele quer eleger pelo menos oito deputados federais de sua confiança. Se impedido, poderia trocar de partido e o Novo, de Zema, seria beneficiado.
Nota sobre o tempo: como registrou um analista político mineiro com experiência de mais de 15 eleições, “a sucessão mineira agora passa pela Papudinha”. Antes, a história da política mineira anotava que a sucessão presidencial passava por Minas (leia-se o vetusto Palácio da Liberdade
