A Polícia Militar é o único órgão que parece trabalhar contra si mesma. Criaram uma resolução obrigando o militar a ir ao quartel para assistir audiência por videoconferência, mesmo quando o próprio Judiciário disponibiliza link para participação remota, sem exigência de formalidade excessiva, permitindo que o depoimento seja prestado de onde o servidor estiver.
Qual é a lógica disso? Em vez de facilitar, criam obstáculos. Burocratizam o que já estava resolvido. Quem está na ponta, cumprindo escala pesada, sabe o impacto prático disso.
Outra questão: férias são férias. Folga é folga. Se querem que o praça participe de audiência nesses períodos, que haja compensação. Pague-se meia diária ou, no mínimo, que se lance meio turno de serviço nas horas trabalhadas.
Valorizar o efetivo passa por respeito ao tempo do militar. Sem isso, a instituição segue impondo ônus a quem já carrega a maior parte do peso.
