terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Nutella? Agentes recém-nomeados dão chilique e pedem para sair da PCDF



Uma série de episódios inusitados envolvendo agentes da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) recém-nomeados chamou a atenção de veteranos da corporação.
Em poucos dias, foram registrados pedidos de exoneração, condutas inadequadas e devoluções imediatas de servidores às unidades de origem. Os relatos, alguns deles chiliquentos, foram compartilhados em um grupo privado de policiais veteranos no WhatsApp.
Um dos casos que mais chamou a atenção foi o de um recém-empossado que pediu exoneração quatro horas após assumir o cargo. O motivo: foi designado para uma delegacia onde não desejava exercer as atividades.
Outro pedido considerado inusitado partiu de um ex-integrante da Polícia Civil da Bahia, aprovado no concurso da PCDF. O agente exigiu permanecer exclusivamente no plantão e afirmou que, caso contrário, pediria para ir embora. A exigência não foi aceita e ele cumpriu a promessa, retornando à Bahia.
Um dos veteranos também relatou o caso de uma agente que tentou obter privilégios após ser transferida para uma delegacia. Ela chegou a discutir com um delegado ao exigir funções específicas pelo fato de ser advogada. Como resultado, foi devolvida à unidade policial de origem.
Outros episódios revelam a dificuldade de adaptação de alguns recém-empossados à rotina policial. Em um deles, um agente novato foi advertido pelo chefe ao ser flagrado manuseando a arma dentro da viatura. Para tentar se justificar, afirmou que a arma estava descarregada, pois havia deixado a munição em uma sala da delegacia.
Em outro caso, um agente foi questionado se estava de posse da arma e respondeu que sim. No entanto, ao ser acionado para prestar apoio na rua, informou que havia deixado a arma em casa, alegando que achou que não precisaria dela.
O último episódio relatado chamou atenção pela ousadia. Mesmo tendo sido desclassificada após exames realizados na policlínica da corporação, uma pessoa se dirigiu ao Departamento de Gestão de Pessoas para tentar tomar posse. Ao ser questionada, respondeu: “Pensei que podia. Se colar, colou”.
O Metrópoles acionou a PCDF para comentar os casos, mas não obteve retorno até a publicação. O espaço segue aberto para manifestações oficiais.
➡️ Veja mais na coluna Na Mira, de @carloscarone, no metropoles.com
🤳 Otavio Brito/Arte Metrópoles


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