ALIADOS DE PACHECO ESTÃO TRABALHANDO EM SILÊNCIO
Nos bastidores da política mineira, o tabuleiro começa a ficar visivelmente bagunçado. Segundo informações que circulam entre lideranças e articuladores, aliados do senador Rodrigo Pacheco trabalham para minar a pré-candidatura do vice-governador Matheus Simões ao governo de Minas Gerais.
A estratégia passa por desmontar a federação União Brasil–PP em Minas, retirando-a do arco de alianças de Simões e abrindo caminho para um Plano B: colocar o senador Cleitinho Azevedo sob controle político, amarrado ao Republicanos em articulação com União Brasil e PP. O movimento teria como objetivo implodir a candidatura de Matheus Simões e, de quebra, reorganizar o jogo eleitoral no estado.
Nesse redesenho, o PT também entra na equação. A avaliação é que o partido poderia ser empurrado para a disputa com um nome frágil, sem musculatura eleitoral, o que facilitaria a vida do grupo articulador. O cenário se torna ainda mais sensível diante da postura da prefeita de Contagem, Marília Campos, que tem demonstrado incômodo com o presidente Lula e com a direção estadual do PT. Marília já teria sinalizado, inclusive, que pode não disputar o Senado.
Com a eventual saída de Marília do páreo, abre-se espaço para outro movimento-chave: garantir a Marcelo Aro uma vaga ao Senado, ao mesmo tempo em que se implodiria o apoio que hoje o secretário de Governo dá a Matheus Simões.
O resultado seria um realinhamento completo das forças políticas em Minas.
De quebra, essa engenharia política ainda poderia render um efeito colateral relevante no plano nacional: reduzir o palanque de Lula em Minas Gerais ou, na pior das hipóteses para esse grupo, forçar uma campanha mais neutra, sem ataques diretos ao presidente.
O fato é que, se essas articulações avançarem, Minas Gerais caminha para uma eleição marcada menos por projetos claros e mais por movimentos de bastidor, onde o objetivo principal parece ser desorganizar adversários e redesenhar alianças, mesmo que isso custe coerência política e estabilidade eleitoral.
O jogo está em curso — e o tabuleiro, definitivamente, já não é o mesmo.
