terça-feira, 5 de março de 2024

Decoro, da classe só para Praça

 




Política

Deputado quer explicações de comandante da PM em Betim após divulgação de áudio atribuído ao militar

Na gravação, homem diz que não é pago para resolver problemas dos subordinados, que há policiais “retardados” e que não comanda “tribo de índio” para ser chamado de chefe

Pedido de audiência pública foi feito pelo deputado estadual Sargento Rodrigues (PL)

Pedido de audiência pública foi feito pelo deputado estadual Sargento Rodrigues

Guilherme Dardanhan / ALMG

Presidente da Comissão de Segurança Pública, o deputado estadual Sargento Rodrigues (PL) pediu nesta terça-feira (25) que a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) convoque o tenente-coronel da Polícia Militar, José Sérgio Felício, para prestar esclarecimentos sobre um áudio atribuído a ele que circula nas redes sociais.

Não há confirmação de que o homem na gravação é Felício, atualmente comandante do 33º Batalhão em Betim. Além do tenente-coronel, Rodrigues também pediu a convocação do comandante-geral da PM, o coronel Rodrigo Piassi, e do corregedor da instituição, o coronel Murilo César Ferreira.

PUBLICIDADE

A ALMG está em recesso e só retorna os trabalhos na próxima terça-feira (1º). O requerimento para realização da audiência pública com as convocações precisa ser aprovado pelos demais integrantes da Comissão de Segurança Pública para que o encontro seja realizado.

Por meio da assessoria de imprensa da Polícia Militar, a reportagem pediu um posicionamento tanto da instituição como do comandante Felício. Em resposta, a PM informou apenas que “tomou conhecimento do referido áudio pelas redes sociais e já adotou medidas para apuração e providências que se fizerem necessárias”

“Policial lerdo, esquisito e retardado”

Na gravação, o homem afirma que “ganha bem para caramba”, mas que não é pago para resolver os problemas de seus subordinados no batalhão. “Não tragam problemas seus para mim porque eu não ganho para resolver problema de ninguém. Vou dar exemplo: 'ô, seu comandante, eu preciso trabalhar de noite para olhar meus meninos de dia porque a minha mulher trabalha’. Problema é seu. Eu não mandei você arrumar menino”, diz.

“'Ô, seu comandante, eu não posso ser movimentado lá para a Casa do Chapéu porque estou com dois meninos pequenos e minha mulher grávida’. Problema é seu”, continua.

Em outro trecho, o homem diz que há um tipo de policial que ele classifica como LER. “Lerdo, estranho, e o que, Carlos?”. Carlos, ao que tudo indica um subordinado, responde e o suposto comandante repete a palavra “retardado": “O cara faz coisas que a gente não consegue imaginar o que passa na cabeça do sujeito. Não consigo entender”, declarou o suposto comandante.

PUBLICIDADE

Ao final da gravação, o homem declara que lhe causa irritação quando os subordinados o chamam de chefe. “Eu não comando tribo de índio. Se precisar de uma coisa e querer não conseguir, é só me chamar de chefe. Não gosto. Além disso, não é normativo de tratamento na polícia. Chefe, comando. ‘E aí, comando’. Não. É senhor comandante ou então senhor tenente-coronel. E tem que usar o senhor”, diz.

“Isso é normativo, está no regulamento. E é mimimi meu. Pode falar à vontade. É mimimi mesmo e eu não abro mão. E quer me irritar, quer me tirar do sério, me chama de chefe. Eu nem respondo e se responder vai ser desagradável”, continua.

No requerimento em que pede a realização da audiência pública, Sargento Rodrigues afirma que é necessário esclarecer os fatos e que, caso seja necessário, pedir que a Polícia Militar instaure um procedimento disciplinar. Ainda de acordo com o parlamentar, as falas são “absurdas e autoritárias”

  *PRAZO PRORROGADO* STF prorroga por mais 90 dias prazo para retomada de pagamento da dívida de Minas 📲Leia na íntegra: https://ww w.itati...