quarta-feira, 3 de junho de 2026

 




Pablo

 Nascimento  repórter R7

PMs presos negam roubo de carga e alegam que faziam escolta particular na BR-381

Dois policiais militares presos por suspeita de participação no saque de uma carga após o tombamento de um caminhão na BR-381, em Antônio Dias, negaram envolvimento no crime durante depoimento à Justiça. O sargento Paulo Alberto Bernardino e o soldado Leonardo Nascimento Correia afirmam que estavam no local para realizar um serviço particular de escolta e proteção de carga.

Segundo a investigação, testemunhas relataram que cerca de cinco homens armados chegaram em três veículos, efetuaram disparos para o alto, intimidaram pessoas que estavam na área e retiraram mercadorias do local. A carga transportava motos elétricas, roupas, brinquedos, pneus e eletrônicos.

Os militares sustentam que não participaram da retirada dos produtos, não portavam armas e chegaram à rodovia apenas para tentar localizar parte da carga supostamente já saqueada.

O que disseram os policiais

O sargento Paulo afirmou que atua na Polícia Militar há 24 anos e que acompanhou o soldado Leonardo após receberem um chamado para auxiliar na recuperação de uma carga tombada. Segundo ele, ambos foram ao local em uma caminhonete S10 e receberiam R$ 600 mais R$ 30 por hora pelo serviço.

Paulo declarou que chegou desarmado, conversou com o motorista e o ajudante do caminhão e realizou buscas por motos elétricas que teriam sido levadas por uma estrada vicinal. Também negou ter efetuado disparos ou transportado mercadorias.

Já o soldado Leonardo informou que trabalha há cerca de cinco anos na corporação e que costuma realizar serviços particulares de contenção de carga. Ele disse ter recebido uma ligação de um suposto regulador de sinistro na madrugada do dia do acidente, mas afirmou não saber informar o nome da empresa contratante.

Leonardo também alegou que estava desarmado, que chegou ao local entre 11h e 12h e que a carga já havia desaparecido quando iniciou as diligências.

Reconhecimento e investigação

Apesar das negativas, o motorista do caminhão e o ajudante reconheceram os dois policiais como participantes da ação, segundo os depoimentos reunidos pela investigação.

Um terceiro veículo envolvido no caso teria sido alugado por um guarda municipal de Ipatinga, que ainda não havia sido localizado no momento das prisões.

Justiça mantém prisão preventiva

A Justiça converteu a prisão em flagrante dos militares para prisão preventiva. O juiz Vitor Marcos de Almeida Silva entendeu que existem indícios suficientes de autoria e materialidade do crime e que a liberdade dos investigados poderia comprometer a ordem pública e o andamento das investigações.

Na decisão, o magistrado destacou a gravidade dos fatos, especialmente pela suspeita de utilização de armas de fogo e pelo fato de os investigados serem agentes de segurança pública, com maior facilidade de acesso a armamentos.

O juiz também citou indícios de possível interferência na investigação. Segundo os autos, Leonardo teria tentado obter informações sobre a identificação dos suspeitos junto a um policial rodoviário federal após o ocorrido.

A defesa dos militares sustenta que eles apenas prestavam um serviço particular de proteção de carga e não participaram de qualquer saque. A veracidade das versões apresentadas será analisada durante o andamento do inquérito e do processo judicial.



https://noticias.r7.com/prisma/e-outra/pms-presos-em-mg-negam-roubo-de-carga-e-dizem-que-foram-a-br-381-para-fazer-escolta-particular-01062026/?utm_source=ig&utm_medium=social&utm_content=link_in_bio&fbclid=PAb21jcASNusNleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZA81NjcwNjczNDMzNTI0MjcAAacvfGDP-jQ7qkGKiTJmmG1uZpOq96LWM6ivQqrr3woeAld2JGoESHRNfjD7ZQ_aem_JvLx9sLenbCxk3dYMTRpTA

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