O que a Renata de 1976, com três anos, falaria com a Renata de hoje:
"Eu não sei nada sobre o que você viveu. Não sei sobre as culpas que você carrega, as dificuldades financeiras que enfrentou, as noites sem dormir ou os diagnósticos que apareceram pelo caminho.
Mas eu sei de uma coisa: quando eu nasci, ninguém me entregou uma lista dos meus erros futuros. Eu era apenas uma menina cheia de possibilidades.
Você passou cinquenta anos tentando ser muitas coisas para muitas pessoas. Esposa, mãe, profissional, amiga, companheira, jornalista, empreendedora.
Agora eu quero te perguntar uma coisa: quando foi a última vez que você olhou para si mesma com a mesma gentileza que teria comigo?
Eu não vejo apenas a mulher que errou. Vejo a mulher que continuou. A mulher que trabalhou, que criou, que escreveu, que lutou, que caiu e levantou inúmeras vezes.
Você acha que sua história terminou quando muita coisa terminou. Mas eu não nasci para viver uma única história. E você também não.
Não carregue para sempre uma sentença que já cumpriu por anos.
Eu não preciso que você seja perfeita para sentir orgulho de quem nos tornamos.
Eu só preciso que você continue vivendo."
E talvez, no final, a Renata de 1976 olhasse para a Renata de 2026 com certa surpresa e dissesse:
"Você passou tanto tempo pensando no que perdeu que esqueceu de perceber o quanto foi forte para chegar até aqui."
Feliz aniversário, Renata. Cinquenta e três anos de vida não contam apenas os erros que você cometeu. Contam também tudo o que você sobreviveu, aprendeu, construiu e ainda pode viver daqui para frente. 🌷
