Ano eleitoral: Governo de Minas abre licitação para venda da folha de pagamento com valor mínimo de R$ 2,187 bilhões
O Governo de Minas Gerais publicou edital para a nova licitação da folha de pagamento dos servidores estaduais. O certame prevê valor mínimo de R$ 2,187 bilhões e terá pregão presencial marcado para o dia 19 de junho.
A instituição financeira vencedora ficará responsável pela gestão das contas de aproximadamente 671 mil servidores, entre ativos, aposentados e pensionistas. Além da operacionalização dos pagamentos mensais, o banco terá a oportunidade de oferecer aos servidores produtos e serviços financeiros, como linhas de crédito, seguros e investimentos.
O valor estipulado para a licitação tem chamado atenção por ser inferior ao obtido na negociação anterior. Em 2021, a venda da folha de pagamento arrecadou R$ 3,09 bilhões. Segundo informações divulgadas pelo Portal Minas, a diferença permanece significativa mesmo quando considerados os valores corrigidos pela inflação.
O tema também desperta debates pelo fato de ocorrer em ano eleitoral. Críticos da medida questionam a redução da arrecadação prevista em comparação com a negociação anterior, especialmente diante do aumento do número de beneficiários da folha estadual. Na licitação de 2021, o sistema abrangia cerca de 618 mil servidores. Atualmente, esse número chega a aproximadamente 671 mil pessoas.
Em resposta aos questionamentos, o Governo de Minas informou que a precificação utilizada na modelagem financeira foi baseada em estudos técnicos e econométricos, além de considerar as condições atuais do mercado bancário nacional. A administração estadual sustenta que os valores definidos refletem critérios técnicos e as características econômicas do momento.
A venda da folha de pagamento é considerada uma das operações financeiras mais relevantes da administração pública estadual, já que garante ao banco vencedor acesso a uma ampla carteira de clientes e movimentação financeira expressiva.
Com o pregão previsto para este mês, a expectativa é que o processo continue sendo acompanhado por servidores, entidades representativas e agentes políticos, especialmente devido aos impactos financeiros e ao contexto eleitoral em que a negociação está sendo realizada.
