Se o governo federal decidir classificar o CV e o PCC como organizações terroristas, a medida tende a gerar forte apoio popular, principalmente entre a população mais preocupada com segurança pública. Para muita gente, isso seria visto como uma demonstração de firmeza no combate ao crime organizado.
Ao mesmo tempo, o tema é cercado de cautela dentro do governo e do PT. A principal discussão é jurídica: a legislação brasileira sobre terrorismo foi criada para crimes com motivação política, ideológica ou religiosa, enquanto facções criminosas atuam principalmente por poder financeiro e controle territorial.
Mesmo assim, defensores da medida argumentam que essas organizações espalham medo, atacam agentes públicos, impõem regras em comunidades e desafiam o Estado, o que, na prática, gera efeitos semelhantes ao terrorismo.
Politicamente, a decisão poderia melhorar a imagem do governo na área da segurança pública. Porém, também aumentaria a pressão por resultados concretos no combate às facções, já que apenas mudar a classificação sem reduzir a violência poderia transformar a medida em alvo de críticas.