Sou profissional de imprensa e não preciso estar dentro de uma viatura, nem vestir farda, nem participar da rotina operacional para analisar, questionar e opinar sobre temas de interesse público. Cada área tem sua função — e no debate público isso não muda.
Se fosse assim, só quem joga poderia comentar futebol, só quem opera poderia discutir política e só quem vive diretamente uma realidade( políticos eleitos com o voto do povo) poderia se posicionar sobre ela. Não é assim que funciona em uma democracia.
O que incomoda alguns não é a falta de conhecimento, mas a existência de opinião divergente. E opinião não se cala com rótulos, ataques pessoais ou tentativas de desqualificação.
Respeito ao contraditório não é opcional. É o mínimo.
