Na política, rótulos como direita, esquerda ou centro costumam servir como referência ideológica. No entanto, muitos eleitores avaliam lideranças não apenas pelo discurso, mas principalmente pelas decisões práticas e pelos interesses que parecem priorizar.
Quando se diz que Romeu Zema e Mateus Simões “não são de direita, nem de esquerda, nem de centro, mas do lado particular deles”, a crítica aponta para uma percepção de pragmatismo político — ou até de priorização de projetos próprios acima de alinhamentos ideológicos consistentes.
Esse tipo de avaliação surge quando há distanciamento entre o discurso adotado em campanha e as decisões tomadas no exercício do poder. No fim, mais do que o rótulo ideológico, o que pesa para a opinião pública são as ações concretas, os resultados entregues e a coerência entre fala e prática.
Renata Pimenta
