O governador Romeu Zema anunciou como grande feito um reajuste de miseros 5,4% para todo o funcionalismo público de Minas Gerais. O problema é que, até agora, o projeto de lei que viabiliza essa recomposição sequer foi enviado para análise da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Sem o envio do projeto, não há votação. Sem votação, não há aprovação. E sem aprovação, não existe pagamento. Ou seja, o anúncio foi feito, mas na prática os servidores continuam aguardando que o governo transforme promessa em proposta concreta.
A recomposição salarial depende de um rito básico: o governo encaminhar o projeto à Assembleia, os deputados analisarem, votarem e, só depois, o texto ser sancionado. Enquanto isso não acontece, qualquer previsão de pagamento fica no campo da incerteza.
Para milhares de servidores que já convivem com perdas inflacionárias acumuladas, a sensação é de que o reajuste virou mais um anúncio político do que uma medida efetiva. No ritmo atual, a recomposição pode acabar chegando apenas em A gosto... de Deus