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NOTA À IMPRENSA
A Polícia Militar de Minas Gerais informa que, na noite de 22 de março de 2026, foi acionada para atendimento de ocorrência na Rua Tambi, bairro São Cosme, em Santa Luzia, após denúncias de disparos de arma de fogo, direção perigosa e perturbação do sossego.
No local, os militares constataram a realização de evento diferente do anteriormente comunicado ao órgão competente, além de grande aglomeração de pessoas, em desacordo com as normas legais. Também foi verificada a ausência de documentação obrigatória e o bloqueio irregular da via pública, comprometendo a segurança dos presentes e o direito de ir e vir dos moradores.
Durante a intervenção, as guarnições foram hostilizadas por diversos indivíduos, alguns em aparente estado de embriaguez, que passaram a agredir os militares com arremesso de pedras e garrafas de vidro, colocando em risco a integridade da equipe policial.
Diante de agressão injusta, atual e iminente, e considerando o elevado número de pessoas, foi necessário o uso progressivo da força, com emprego de instrumentos de menor potencial ofensivo, como agentes químicos, granadas de efeito moral e munição de elastômero, com o objetivo de conter as agressões, restabelecer a ordem pública e preservar vidas.
Com a chegada do apoio policial, a situação foi controlada, a via pública liberada e a normalidade restabelecida no local.
A Polícia Militar reforça que o uso da força observou os princípios da legalidade, necessidade, proporcionalidade e moderação, sendo adotado em razão da resistência ativa e das agressões sofridas pelos militares.
Em respeito ao princípio da transparência, foi instaurado procedimento administrativo para apuração dos fatos.
A Instituição reafirma seu compromisso com a preservação da ordem pública, a proteção da vida e o cumprimento da lei.
Belo Horizonte, 23 de março de 2026
Agência Local de Comunicação do 35º Batalhão de Polícia Militar
Versão dos participantes
Estávamos no evento de cavalgada, que tinha alvará da prefeitura válido das 14h até 00h, na divisa de Santa Luzia com Belo Horizonte. Por volta de 19h50, chegou uma equipe do GER que conversou com a gente numa boa, com educação. Explicamos que o evento estava autorizado e eles foram embora tranquilamente.
Pouco depois, chegou uma equipe do Tático Móvel do 35º BPM, com um tenente e um cabo. A postura já foi completamente diferente. O tenente chegou alterado, dizendo que estávamos obstruindo a via. Tentamos explicar novamente que o evento tinha autorização, mas ele não quis saber. Pegou uma granada de gás lacrimogêneo, falou “segura seu alvará aí” e jogou no meio das pessoas.
Tinha muita gente no local, inclusive crianças, e várias pessoas foram atingidas. A partir daí, a população se revoltou e começou o tumulto. Não tinha como controlar, foi muita bomba e tiro de borracha.
Depois disso, a própria equipe do GER voltou ao local e chegou a pedir desculpas pela atitude do tenente. Foi uma situação muito complicada, totalmente desnecessária, principalmente pela forma como tudo começou.