terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

 


Quando surge algo de grande interesse da tropa, especialmente temas sensíveis como promoção, salário, escala ou crises que mobilizam a categoria, é comum que apareçam vários “pais da criança”. E isso não fica restrito apenas às lideranças internas ou entidades representativas. Até paisanos, influenciadores e parte do público civil, políticos etc, passam a se posicionar como protagonistas do debate.

Isso acontece porque pautas da segurança pública geram visibilidade, engajamento e projeção. Quem se associa a uma possível conquista ganha espaço, seguidores, autoridade simbólica e, em alguns casos, abre portas políticas ou comerciais. Em um cenário dominado por redes sociais, narrativa vale muito. Estar vinculado a uma vitória rende capital social; aparecer defendendo a tropa gera identificação e audiência.

O problema é que nem sempre quem fala mais é quem trabalhou mais. Muitas vezes, quem construiu nos bastidores sequer aparece, enquanto outros surgem apenas no momento em que o tema já está em alta. No fim, não se trata apenas da causa em si, mas de disputa por protagonismo, alcance e influência. Cabe à própria tropa discernir quem realmente esteve no processo e quem apenas entrou na conversa quando ela já estava rendendo palco.

O Juízo da vara competente, no processo nº 1.0000.23.212557-5/001, concedeu tutela de evidência determinando que o Estado de Minas Gerais se...