Enquanto o debate público é empurrado para crises externas, o Brasil sangra por dentro. Discutem-se Venezuela, Cuba e outros países, como se nossos maiores problemas não estivessem aqui, afetando milhões de brasileiros todos os dias.
Vivemos sob gastos bilionários de um Estado inchado, marcado por privilégios, pouca transparência e má gestão do dinheiro público, enquanto saúde, educação, segurança e previdência seguem em colapso. A insegurança cresce, o crime organizado avança e quem trabalha honestamente vive refém do medo.
A fome voltou. Em um país que produz alimentos em escala mundial, famílias enfrentam a insegurança alimentar, reflexo direto da desigualdade e da incapacidade de políticas públicas eficazes. Ao mesmo tempo, salários permanecem defasados, o poder de compra desaparece e o endividamento se torna regra.
O ambiente político foi tomado por extremismos. O diálogo deu lugar ao ódio, à idolatria e à cegueira ideológica. Instituições são tensionadas, a verdade é relativizada e o debate racional é sufocado.
Às vésperas das eleições de 2026, o alerta é claro: democracia não se sustenta com distrações, narrativas vazias ou medo fabricado. Ela exige responsabilidade, consciência crítica e foco nos problemas reais.
O Brasil não precisa olhar para fora para entender sua crise. Precisa olhar para dentro, cobrar seriedade, exigir justiça, responsabilidade fiscal, segurança, dignidade e respeito ao cidadão. Conscientização é parar de ser manipulado e começar a exigir soluções reais.
