Boa noite, Renata.
Gostaria apenas de fazer um desabafo de um militar que acabou de ir para a reserva.
Hoje, posso dizer que estou sentindo na pele o que muitos irmãos de farda já passaram e que ainda passam. Confesso que não me preparei para fazer parte desse grupo. Achei que esse dia não chegaria para mim, mas me enganei.
Durante toda a carreira, estávamos acostumados a contar com os benefícios da ativa, como, (auxílio fardamento e o adicional permanecia). E agora mais um benefício para os ativos, "vale alimentação" e com o ingresso na reserva, tive uma redução significativa no salário, e infelizmente, devido aos descontos de consignado, hoje tenho que fazer serviços extras (bicos) para conseguir manter as obrigações que contrai quando no serviço ativo.
Fui para reserva, com a promoção a 1º Sgt, e atualmente estou recebendo o salário de R$ 6.700,00. Não está fácil: tenho filha na faculdade, financiamento de casa e outras dívidas que contraí durante o período em que estava na ativa.
Fica a pergunta: por que este governo não olha com mais atenção para os inativos, pensionistas, será que não merecemos, não significamos nada, parece que, para este governo, não somos mais necessários.
Cumpri meus 30 anos de serviço e quando tentei retornar para continuar contribuindo, fui informado de que não há vagas para o serviço ativo.
É triste e desmotivador sentir que todo um tempo de dedicação e sacrifício não somos valorizados como devemos ser.
ESTE É MEU DESABAFO.