Aos comandantes, diretores e chefes:
Se um subordinado tem um pai, uma mãe, um irmão, um filho, um cônjuge — alguém que ama — lutando contra uma doença grave, em cuidados paliativos, permita que ele esteja perto. Não transforme a dor em obstáculo. Não use a hierarquia, o poder da sua caneta para endurecer o que já é insuportável. Seja humano. Tenha compaixão.
O serviço continua. A escala se ajusta. Mas o tempo ao lado de quem se ama não volta. A despedida não se repete. O abraço que não foi dado nunca mais poderá ser dado.
Ninguém esquece quem estendeu a mão no pior momento. Assim como ninguém esquece quem virou o rosto. Ao decidir uma sindicância social, ao analisar um pedido para ficar temporariamente perto de um ente querido, coloque-se no lugar de quem pede. Imagine se fosse com você.
No fim, cargos passam. Funções acabam. Patentes se encerram, colocam outro no seu lugar de diretor, de chefe, Mas as atitudes permanecem. O que você faz aqui ecoa na eternidade.
