*Regime Totalitário*💀😵🇨🇳🇨🇳🇨🇳🇨🇳🚩🚩🚩🚩🚩
》Aparentemente, Tian Mingjian tinha tudo: um uniforme condecorado, uma esposa, uma filha e um futuro promissor dentro do Exército Popular de Libertação da China. Mas debaixo dessa fachada havia uma ferida impossível de esconder: ele e a esposa desejavam ampliar a família, um desejo simples, humano... que a política do filho único tinha transformado em crime.
Quando a gravidez de sete meses foi descoberta, a maquinaria do estado impôs-se com toda a sua frieza. Um oficial de “controle de natalidade” obrigou a mulher a um aborto forçado. No bloco operatório não morreu apenas o filho não nascido: ela também morreu. Tian perdeu tudo em um instante. E com isso, perdeu também o freio da sanidade.
Uns dias depois, ele entrou armado em sua base militar. Atirou primeiro contra o agente que tinha denunciado a esposa. Depois, contra outros companheiros. Deixou para trás um rasto de mortos e feridos, e depois saiu da base. Sua fúria se espalhou pelas ruas de Pequim, contra oficiais e civis. O caos tomou conta da cidade.
Quando finalmente um atirador o matou com um tiro na cabeça, 29 pessoas tinham morrido e mais de 200 ficaram feridas, segundo os números oficiais.
A história de Tian não é um relato de justiça, mas de tragédia. Um homem tornou-se assassino, mas antes disso, um marido destroçado pela perda mais brutal: a da esposa e do filho, arrancados pelo poder do Estado.
Na sua fúria fica a questão amarga: o que teria acontecido se aquela gravidez nunca tivesse sido interrompida? Talvez nunca saibamos. A verdade é que, naquele dia de 1994, Pequim testemunhou como o desespero de um homem pode se transformar em massacre.
