sábado, 4 de maio de 2024


O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), negou que haja uma preocupação do estado com a possibilidade de uma paralisação dos servidores da segurança pública. Policiais e bombeiros vem ameaçando uma greve caso não consigam negociar com o governo de estado uma nova proposta de recomposição inflacionárias. Segundo os sindicatos, a categoria não teria correção inflacionária no salário há 7 anos, ocasionando uma defasagem de cerca de 41%. Por lei, a segurança pública não pode aderir a uma greve completa. Por isso, a alternativa é o que eles chamam de “estrita legalidade”, também conhecido como “operação tartaruga”. Neste caso, os servidores fazem apenas o básico do que é exigido por lei, tornando todo o processo mais lento. Questionado se está preocupado com essa ameaça, o governador afirmou que está trabalhando para manter o equilíbrio nos cofres públicos:


“Nós sempre tivemos essas ameaças e quem sofre com isso é a população. Eu até acho que a população gostaria muito de ter algo próximo do que muitos servidores ganham, então nós temos de olhar o interesse global do estado. Sei que o servidor merece mais, estamos fazendo o possível, mas nesse momento nós ainda temos gente sem emprego, gente sem renda, e eu não vou deixar os alunos sem merenda, ou o mineiro sem remédio”, declarou Zema durante evento do partido Novo, realizado na região centro-sul de Belo Horizonte. 


Recomposição salarial dos servidores

O governador também respondeu sobre as críticas que vem recebendo devido ao projeto de lei que encaminhou à Assembleia Legislativa, prevendo um reajuste de 3,62% no salário dos servidores estaduais. O valor é mais baixo do que a inflação de 2023, que pelo IPCA registou 4,62%. Eu encargo com muita naturalidade as críticas, eu gostaria de dar um reajuste de 30%, só que nós temos de dar um reajuste de acordo com o recurso que o governo tem. Eu não serei irresponsável de voltar a atrasar pagamentos, de entregar para o meu sucessor um estado arrasado, como eu assumi. Não concordo com quem não enxerga a situação de Minas, é só pegar os números que são transparentes para ver como está a situação financeira do estado. Quem sabe como está, sabe dos limites que nós temos, afirmou o governador. 

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