quarta-feira, 17 de abril de 2024

  Fico  frustrada com a forma como a polícia é retratada na mídia. É realmente preocupante quando os dados reais são distorcidos para criar uma narrativa negativa. As informações deveriam ser apresentadas de forma precisa e equilibrada, levando em consideração todos os aspectos e desafios enfrentados pelos policiais no desempenho de suas funções.


Essa abordagem é injusta, e pode afetar a moral e o bem-estar dos profissionais da segurança pública. É essencial que a sociedade reconheça o trabalho árduo e arriscado realizado pelos policiais.


@itatiaia


Um policial morre em serviço a cada 250 civis mortos pela polícia, também em serviço, em 2022, no Brasil, de acordo com a 3ª edição do Monitor do Uso Letal da Força na América Latina e no Caribe, sendo o maior número da série histórica. A proporção mais que dobrou na comparação com o ano de 2020, quando 114 civis foram mortos pela polícia por cada agente de segurança morto em serviço.


Divulgado hoje (16) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o levantamento analisa 12 indicadores de uso e abuso da força policial, incluindo dados de nove países do continente: Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Jamaica, México, Peru, Trinidad e Tobago e Venezuela.





“Essa desproporcionalidade entre policiais mortos em serviço e pessoas mortas por policiais em serviço demonstra que existe um abuso do uso da força policial. O que tem de mais importante nessa proporção é justamente o fato de que não existe suporte nos dados para a narrativa padrão policial de que os policiais teriam morrido em confronto e usado da força letal por estarem em confrontos”, disse Dennis Pacheco, pesquisador do FBSP, em entrevista à Agência Brasil.


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