quarta-feira, 20 de março de 2024

 


É lamentável observar a omissão da imprensa, dos comandantes diretores  e chefes em relação à situação caótica dos servidores da segurança pública. Enquanto repórteres e jornalistas se autodenominam "amigos da polícia", a realidade é que o silêncio prevalece quando se trata de questionar o governador Zema sobre o assunto salarial. A puxação de saco é evidente, mas a ausência de perguntas diretas sobre essa questão óbvia é ainda mais preocupante. A imprensa tem a responsabilidade de expor a realidade e defender os interesses dos cidadãos, inclusive os servidores da segurança pública, e a falta de coragem em abordar esse tema é inaceitável.


A observação sobre a cúpula da segurança pública ter acesso direto com o governador, causaria uma certa tranquilidade, se os mesmos deixassem a tropa a par de uma possível ou provável negociação. Enquanto a imprensa lucra consideravelmente com as ocorrências policiais e é amplamente reconhecida e homenageada, a base, formada pelos bravos servidores da segurança pública, não recebe o devido retorno. É uma situação desigual e injusta, na qual a base é negligenciada e explorada, enquanto a elite desfruta de privilégios e benefícios. Essa disparidade revela um problema sistêmico que precisa ser enfrentado com urgência, pois a segurança pública depende do comprometimento e bem-estar de todos os seus profissionais, desde a base até a cúpula.


Renata Pimenta

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Suspeito de matar sargento Dias começa a ser avaliado pelo perito de autor da facada em Bolsonaro

  Suspeito de matar sargento Dias começa a ser avaliado pelo perito de autor da facada em Bolsonaro