quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

 


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FUNCIONALISMO PÚBLICO

Funcionalismo pressiona Zema e policiais convocam ato na Praça Sete


Segurança e Educação, duas das maiores categorias do funcionalismo estadual, convocam atos para reivindicar reajustes salariais. Sindicato quer reunir 40 mil policiais em manifestação

Passado o carnaval, além da dívida bilionária do Estado de Minas com a União, o governador Romeu Zema (Novo) tem pela frente outro problema que também passa pelo falido caixa do estado: a recomposição salarial do servidor público, principalmente das maiores categorias do funcionalismo, que são a segurança pública, educação e saúde.
As duas primeiras prometem reeditar grandes movimentos, como a greve das polícias em 1997 e a paralisação de 112 dias dos servidores da educação em 2011, caso as negociações não avancem, e já convocaram manifestações para a semana que vem.
As forças de segurança pública, incluindo policiais militares, civis e penais, farão um protesto na Praça Sete, coração da capital mineira, com caravanas vindas do interior, no próximo dia 22, a partir das 13h. Na mesma data, os professores e trabalhadores da educação se concentram no hall da Assembleia Legislativa para discutir a pauta de reivindicações da categoria e a possibilidade de decretação de greve.Representante das forças de segurança na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Sargento Rodrigues (PL-MG) afirma que a situação atual das polícias está se aproximando do que ocorreu em 1997, quando irrompeu uma inédita e histórica greve da Polícia Militar mineira, que tirou a vida de um policial, o cabo Valério, durante uma troca de tiros em uma tentativa de invasão da sede da corporação pelos praças, e custou a reeleição do então governador


 Eduardo Azeredo.

“Um soldado ganha hoje um salário líquido de R$ 3.600, valor muito baixo para todos os riscos que corre com a profissão”, afirmou o deputado, que foi uma das lideranças do movimento grevista de 1997 e que não poupa críticas à gestão de Romeu Zema no que tange à questão salarial das polícias. O deputado afirma que as forças de segurança estão perdendo a paciência com o governador


Sargento Rodrigues diz que os policiais reivindicam a recomposição salarial de 41% referente à reposição da inflação não paga desde 2015. Ele também crítica o que classifica como falta de diálogo do governador e da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplag) com as entidades de classe. O deputado disse que ano passado entregou uma proposta para o governador que previa o parcelamento dessa perda em quatro anos, mas que nunca recebeu uma resposta. “E não adianta chamar as entidades de classe só por chamar e responder não a tudo. Tem que discutir, negociar, achar uma saída”, cobra o parlamentar.

O presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Minas Gerais (Sindppen), Jean Otoni, disse que a intenção é colocar novamente nas ruas milhares de servidores da segurança pública, como aconteceu em 2022, para pressionar o governo. “Ano passado tivemos zero de reajuste e a inflação só comendo nosso salário. Vamos colocar novamente mais de 40 mil policiais nas ruas, pois só assim conseguimos algo”, afirma o dirigente, que também criticou a propaganda que o governo tem feito usando a segurança pública, mas que não se traduz em valorização das corporações.


Otoni disse que o ato será unificado e vai contar com policiais de todas as forças e de todo o estado, de onde partirão caravanas para a capital. O salário líquido inicial de um policial penal, segundo ele, é em torno de R$ 3 mil. “Isso não é salário para quem corre risco de vida para garantir a segurança tão alardeada pelo governo”, afirma o dirigenteO presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Minas Gerais e da Federação Sudeste dos Trabalhadores Policiais Civis, Wemerson Oliveira, disse que a categoria está revoltada e que caminha para uma greve geral. Segundo ele, além da recomposição de 41% da perda inflacionária, os policiais civis reivindicam também concurso público e investimento em tecnologia e equipamentos. “O Zema nunca investiu na Polícia Civil, nem em salário, nem em ampliação da mão de obra e nem em tecnologia. A Polícia Civil de Minas Gerais parou no século 19 por falta de investimento”, afirma o dirigente, que aposta em uma grande mobilização de todas as forças de segurança na manifestação do dia 22, cujo trajeto ainda não foi definido, mas vai começar na Praça Sete.

Outro lado

A reportagem questionou a Seplag sobre a previsão de recomposição salarial para o funcionalismo e se há alguma proposta em discussão especialmente para as carreiras da segurança pública, educação e saúde, mas a secretaria não respondeu.


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