terça-feira, 7 de novembro de 2023

RELEMBRE Mobilização e morte de cabo: como foi a greve da PM de Minas de 1997? Relembre a greve que mudou a história dos policiais em todo o Brasil Por Marco Antônio Astoni Publicado em 7 de novembro de 2023 | 16h35 - Atualizado em 7 de novembro de 2023 | 17h39

 Em junho de 1997, a Polícia Militar de Minas Gerais organizou a primeira greve da categoria na história. Depois disto, a relação entre as polícias e os governos nunca mais foi a mesma. Em todo o Brasil. participar das conversas. No final, foi oferecido aumento só para os oficiais. Os praças ficariam apenas com um abono de R$ 102. Esta foi a gota d'água para a manifestação.


No dia 24 de junho, cerca de 5 mil policiais militares de vários batalhões da Polícia Militar e mil detetives da Polícia Civil foram até o Palácio da Liberdade, então sede do governo estadual e houve confronto com os policiais que protegiam o palácio, para evitar a invasão. Eduardo Azeredo pediu apoio ao presidente em exercício Marco Maciel (PFL, hoje União Brasil) para que enviasse o Exército para ajudar na situação. O Exército ocupou o Palácio da Liberdade, e o governo do Estado reabriu as negociações de aumento salarial, já que Belo Horizonte ficou totalmente sem patrulhamento no dia seguinte aos confrontos. Durante a ação, o cabo Valério dos Santos Oliveira, de 36 anos, levou um tiro na cabeça, o que deixou claro o fracasso do governo na condução das negociações, e expôs a pouca habilidade da própria polícia em lidar com seus integrantes.O cabo Valério morreu seis dias depois, após passar por duas cirurgias. Mais de 2 mil pessoas compareceram ao velório, no Cemitério Parque da Colina, região Oeste de Belo Horizonte. Ele deixou a esposa Carmen e dois filhos, Felipe, com nove anos, e Danilo, com seis.Nas novas negociações, o governador Eduardo Azeredo foi obrigado a aceitar e anunciar reajuste salarial de 48,2% para cabos, sargentos, soldados e subtenentes da PM. O governo do Estado divulgou nota oficial sobre a morte do cabo Valério, pedindo que "os acontecimentos que o vitimaram jamais se repitam em Minas Gerais".


Após os incidentes em Minas Gerais, policiais de Alagoas, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo promoveram movimentos semelhantes, paralisando os trabalhos e exigindo aumento salarial.O ministro da Justiça da época, o goiano Íris Resende (PMDB, hoje MDB) admitiu que os salários dos policiais continua....


O ministro da Justiça da época, o goiano Íris Resende (PMDB, hoje MDB) admitiu que os salários dos policiais brasileiros estava defasado, mas rechaçou o uso de greves como forma de pressionar o governo.

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