sábado, 21 de outubro de 2023

 


O plano de Recuperação Fiscal proposto pelo governador Romeu Zema (Novo) para renegociar a dívida de cerca de R$ 160 bilhões de Minas Gerais com a União prevê, entre outras medidas, a venda, a um banco, da folha de pagamento dos servidores públicos estaduais. A ideia do Executivo estadual é que as medidas de ajuste fiscal vigorem por nove anos. Nesse período, os integrantes do funcionalismo receberiam duas recomposições salariais de 3% cada.


As informações constam em nota técnica entregue nesta sexta-feira (20) pela consultoria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) a deputados estaduais. O documento, obtido pela Itatiaia, compila os principais pontos das propostas encaminhadas por Zema ao governo federal para viabilizar o ingresso do estado no Regime de Recuperação Fiscal (RRF).


Hoje, os servidores de Minas recebem pelo Itaú. O contrato, no entanto, vai vencer em 2026. Por isso, a nova negociação. Segundo o plano de Recuperação Fiscal, o governo espera obter, em 2026, receita de R$ 2,48 bilhões com a venda da folha de pessoal. Em 2031, o valor estimado é de R$ 2,87 bilhões.


Dados de agosto do ano passado apontam que a estrutura estadual dispunha de aproximadamente 328,7 mil servidores ativos. A venda da folha de pessoal poderia contemplar, também, os trabalhadores inativos, como os aposentados.


Recomposições de 3%
Ainda conforme a nota técnica da ALMG, o pacote de ajuste fiscal defendido pelo governador prevê duas recomposições salariais de 3%. A primeira, em 2024; a segunda, em 2028.

O percentual considera o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) previsto para o período entre 2024 e 2032, que é, justamente, de 3%. Em maio, essa projeção foi enviada à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), setor do Ministério da Fazenda que atua na Recuperação Fiscal dos entes federativos com problemas de caixa.

No início da semana, Zema já havia anunciado que o plano de Recuperação Fiscal contemplava duas revisões salariais durante o tempo de vigência. À ocasião, ele disse que outras mudanças nos vencimentos poderiam acontecer, a depender da evolução da situação financeira do estado.

Outro ponto do RRF é a venda da Companhia de Desenvolvimento Econômico

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