quarta-feira, 23 de agosto de 2023

 ALMG

Emendas caem e empréstimo de R$ 1 bi a governo Zema pode voltar a plenário

Comissão de Fiscalização Financeira derrubou nesta quarta (23/8) três destaques propostos por Sargento Rodrigues (PL), que, em obstrução, acusou o Palácio Tiradentes de descumprir acordos

Siga O TEMPO no Google News
Qua, 23/08/23 - 15h10

Com maioria do governo Romeu Zema (Novo), a Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária derrubou, nesta quarta-feira (23/8), por unanimidade, as três emendas apresentadas pelo deputado Sargento Rodrigues (PL) à proposta de empréstimo de US$ 200 milhões, ou seja, R$ 1 bilhão ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) para obras de infraestrutura. A operação será contraída junto ao New Development Bank, o banco dos Brics.

Os deputados Doorgal Andrada (Patriota), Leonídio Bouças (PSDB) e João Magalhães (MDB) acompanharam o relatório do presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária, Zé Guilherme (PP), para rejeitar as emendas
conveniente, ele fica inerte, quieto, e deixa a lei em vigor", apontou o deputado, que, ao lado da oposição, já havia obstruído a votação do pré-requisito para o Estado aderir ao Regime de Recuperação Fiscal.


Ele cita, por exemplo, uma liminar conquistada pelo governo Zema para derrubar o veto, previsto na Lei 23.750/2020, à carência de 24 meses para a adoção de convênios com organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs). "O governador tem que escolher qual é a forma que ele quer lidar com a ALMG: com respeito, com colaboração, com cooperação e aprovação das suas próprias matérias, ou com desrespeito e a punhalada nas costas que o governo está fazendo com o Legislativo", questiona Rodrigues, que argumenta que o Palácio Tiradentes teria acordado o prazo de 24 meses.


Magalhães, que, inclusive, é da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária, chegou a refutar, nessa terça (22/8), que as emendas teriam sido “fogo amigo” de Rodrigues. “Cada um tem as suas reivindicações, que são legítimas. Resta a nós, do governo, batalharmos para aprovar aquilo que é tão importante", afirmou o deputado. A tendência é que, agora, o PL 878/2023 volte ao plenário para ser votado em 1º turno na próxima semana. 


A proposta vai autorizar o Estado de Minas Gerais a ser o fiador do empréstimo do BDMG junto ao New Development Bank. Como garantia, o governo oferece receitas próprias, como, por exemplo, a arrecadação com ITCD, ICMS e IPVA, e as cotas a que tem direito dos repasses constitucionais de IPI e IRPF.


Após prometer avanço da PEC 40, Simões admite que impasse pode ficar para depois da eleição

  Após prometer avanço da PEC 40, Simões admite que impasse pode ficar para depois da eleição Proposta segue travada na ALMG O governador ...