domingo, 26 de março de 2023



O governador Romeu Zema (Novo) justificou, nesta sexta-feira (24/3), a necessidade do reajuste de quase 300% no salário do chefe do Executivo e de seus secretários. Em suas redes sociais, o governador disse que a medida é necessária para que Minas continue atraindo e mantendo "os mais competentes" em seus quadros técnicos. Zema aproveitou a postagem para agradecer à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Protocolado pela Mesa Diretora da Assembleia, nesta sexta-feira, o projeto propõe o aumento escalonado no salário do governador, passando dos atuais R$ 10,5 mil para R$ 41,8 mil até 2025, enquanto o salário do vice-governador Mateus Simões (Novo) poderá chegar a R$ 37,6 mil. Já os vencimentos dos secretários poderá chegar nos próximos dois anos a R$ 34,7 mil, de acordo com a proposta. A expectativa é que o salário dos adjuntos chegue a R$ 31,2 mil.


"São mais de 15 anos de congelamento dos salários dos Secretários Estaduais, situação incompatível com o cargo. Agradeço a ALMG que apresentou, a meu pedido, PL que resolve o problema", escreveu o governador no Twitter.


Entenda
Na justificativa do projeto de lei, a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) afirma que os reajustes foram pedidos pelo Executivo e diz a proposta "busca corrigir os valores dos subsídios, que estão em vigor desde janeiro de 2007, utilizando-se como referência o subsídio estabelecido para o Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado, no caso do Governador, e aquele fixado para o Deputado Estadual, no caso dos Secretários de Estado".

Para definir os subsídios do Vice-Governador e do Secretário Adjunto de Estado, segundo o projeto, "foi utilizado o percentual de 90% dos valores previstos, respectivamente, para o Governador e para o Secretário de Estado”.

Doação

Durante a campanha eleitoral pela disputa de seu primeiro mandato, em 2018, Zema – que foi o candidato mais rico com um patrimônio declarado de R$ 69.752.863,96 –  registrou no 9º Ofício de Notas de Belo Horizonte a promessa de não receber salário.

No documento, o então candidato registrou, ainda, que o vice-governador e os secretários também deixariam de receber “enquanto houver funcionário ativo ou inativo com vencimentos, aposentadorias ou pensões em atraso e parcelamento”. Como não era possível deixar de receber, a partir do momento que foi eleito, Zema informou que ele e o seu vice à época, Paulo Brant, estavam doando os salários, mas os secretários receberam normalmente

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