Joaquim Silvério dos Reis entrou para a história como símbolo da traição, da conveniência e da troca de princípios por benefícios pessoais. Era Coronel Comandante do Regimento de Cavalaria Auxiliar de Borda do Campo. Denunciou a Inconfidência Mineira,Joaquim Silvério dos Reis, informado do levante, escreveu uma carta de delação, em 11 de abril de 1789, ao governador de Minas Gerais, Visconde de Barbacena, alertando as autoridades coloniais para a existência de um movimento em Vila Rica, que pretendia proclamar a República e libertar o Brasil de Portugal. A derrama foi suspensa e os principais líderes foram presos. aproximou-se do poder e buscou recompensas da Coroa em troca da delação.
Como prêmio o delator cobrou o preço de seu serviço: uma certa quantidade de ouro, o perdão das dívidas fiscais, a nomeação para o cargo de Tesoureiro das províncias de Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro, uma mansão para moradia, pensão vitalícia, título de Fidalgo da Casa Real, fardão e hábito da Ordem de Cristo, um encontro em Lisboa com o Príncipe Regente Dom João. Não se sabe se as promessas foram cumpridas.
Guardadas as proporções históricas, muita gente faz hoje a comparação com personagens da política e do meio institucional que passaram anos atacando determinado grupo ou governo e, de repente, aparecem sorrindo ao lado daqueles que antes criticavam duramente.
Na política e nas relações de poder, coerência costuma valer mais do que discursos inflamados. Porque o povo pode até esquecer palavras, mas raramente esquece contradições. Referências
«Joaquim Silvério dos Reis, o Patrono dos delatores». Motta Araújo. Jornal GGN. 13 de março de 2015. Consultado em 6 de novembro de 2018
