segunda-feira, 11 de maio de 2026

 


Mesmo que o Simões consiga 100% de reajuste, aprove a RGA e anuncie o maior pacote da história para a segurança pública, meu voto ele não terá. E não é por ingratidão, é por memória.


Durante anos, servidores da segurança pública foram ignorados, desvalorizados e tratados como despesa. Viram perdas salariais acumularem, promessas serem adiadas, direitos questionados e o governo virar as costas para reivindicações legítimas. Agora, às vésperas de cenário eleitoral, aparece um discurso de valorização repentina? Coincidência ninguém acredita que seja.


Os policiais aposentados e pensionistas passaram praticamente 8 anos esquecidos, vendo o poder de compra ser destruído pela inflação, enquanto os gastos com saúde só aumentavam. Muitos dependem de medicamentos contínuos, tratamentos caros, consultas, exames e planos de saúde cada vez mais pesados no orçamento.


Enquanto isso, não houve valorização real, nem perspectiva concreta para quem já dedicou a vida inteira à segurança pública. Pessoas que passaram décadas servindo a sociedade chegaram à aposentadoria tendo que escolher entre pagar contas ou cuidar da própria saúde. Pensionistas também enfren


A RGA não é favor, não é presente e muito menos conquista política de governo. Não pode ser usada como ferramenta de campanha, chantagem emocional ou moeda de troca por apoio político.


Quem está na ponta sabe o que viveu nesses últimos anos: escalas pesadas, adoecimento, falta de efetivo, pressão psicológica, insegurança jurídica e salários corroídos pela inflação. Muitos tiveram que complementar renda, abrir mão do convívio familiar e seguir trabalhando sem o reconhecimento prometido.


Então, que a RGA venha, que reajustes aconteçam e que a justiça seja feita. Mas que ninguém esqueça quem esteve no poder durante todo esse período e só resolveu olhar para a segurança pública quando começou a precisar dela politicamente.


Servidor não pode ser tratado como massa de manobra eleitoral. E memória também é instrumento de valorização.


Renata Pimenta 

( não sou policia, mas não sou besta).


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