quarta-feira, 15 de abril de 2026

O governo está vendendo uma coisa e entregando outra.

 


O governo está vendendo uma coisa e entregando outra.

Ao anunciar expansão do Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Minas Gerais, cria-se a expectativa de novas unidades com o mesmo padrão, a mesma identidade e o mesmo compromisso histórico com a família militar. Mas o que está sendo construído, na prática, é diferente.

Não se trata de criar novos Colégios Tiradentes de fato. O que está acontecendo é a adaptação de escolas já existentes, com mudança de nome e inserção do modelo cívico-militar, aproveitando a força e o prestígio da marca “Tiradentes”.

A redução das vagas para militares para 50% deixa claro o direcionamento: o foco deixa de ser a família militar. E quando se altera o público-alvo, inevitavelmente se altera a essência da instituição.

O governo de Mateus Simões tenta dar legitimidade a isso por meio de um projeto de lei, alegando segurança jurídica após questionamentos do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais. Mas, na prática, o que se vê é uma reconfiguração do modelo.

Não é expansão do Tiradentes.

É uso do nome Tiradentes para impulsionar um projeto de escola cívico-militar.

E isso, para muitas famílias, soa como engano.


Renata Pimenta 


Os dados das enquetes mostram um retrato direto do que a tropa realmente pensa hoje.

  👉enquetes públicas postadas no canal de WhatsApp https://whatsapp.com/channel/0029VaVms3c0AgWG5A2okx2u Os dados das enquetes mostram um r...