*RECEBIDO*
Hoje compartilho um relato pessoal que infelizmente reflete a realidade enfrentada por muitos militares da reserva e suas famílias.
Meu pai é Cabo da Polícia Militar da reserva. Durante anos serviu na Banda da 6ª Região da PM, dedicando sua vida à instituição e contribuindo regularmente com o IPSM.
Em 2021, ele foi diagnosticado com câncer maligno na próstata. Passou pela cirurgia de retirada do tumor e seguimos firmes no tratamento. No entanto, em 2022, a doença evoluiu e surgiram metástases no tórax e na coluna.
Até então, a situação vinha sendo controlada com acompanhamento médico e exames periódicos. Porém, nos últimos 15 dias o PSA voltou a subir, o que acendeu um alerta importante na equipe médica. Agora é necessário avaliar a evolução dessas metástases para definir o próximo passo do tratamento.
O exame mais indicado para essa avaliação é o PET PSMA, considerado hoje um dos métodos mais eficientes para identificar a progressão da doença e permitir que os médicos decidam se o tratamento seguirá para quimioterapia ou radioterapia.
O problema é que se trata de um exame de alto custo, cerca de R$ 5 mil.
Infelizmente, mesmo diante da necessidade médica e mesmo existindo clínicas especializadas conveniadas que realizam o procedimento, o IPSM se negou a autorizar o exame.
Após a primeira negativa, fomos orientados pelo próprio pessoal do IPSM/BH a solicitar uma reanálise do caso. A clínica responsável enviou toda a documentação novamente hoje pela manhã e, até o momento, seguimos aguardando um retorno.
Meu pai pagou a vida toda pelo sistema. E justamente na hora mais difícil, quando mais precisa, enfrenta esse tipo de barreira.
O exame já está agendado para o dia 24 de março. Independentemente da resposta do IPSM, ele será realizado, pois não podemos perder tempo diante de uma situação delicada como essa.
Caso a negativa permaneça, infelizmente o caminho será buscar a autorização pela via judicial.
É triste ver um militar que dedicou a vida à Polícia Militar, que contribuiu durante tantos anos, precisar lutar agora não apenas contra a doença, mas também contra a burocracia para ter acesso ao tratamento adequado.
Esse não é apenas um desabafo. É um relato real da situação de um militar da reserva que hoje luta pela própria saúde e dignidade.
