terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

 


Causa preocupação constatar o retorno de policiais aposentados à atividade. A questão central não é o ato em si, mas o motivo que o provoca.

Esse retorno não ocorre por opção pessoal ou vocação renovada, e sim por necessidade financeira. Trata-se de uma consequência direta do não cumprimento das promessas feitas durante a campanha eleitoral, especialmente no que se refere à recomposição salarial da segurança pública. Os profissionais acumulam perdas inflacionárias superiores a 40%, resultando em vencimentos claramente defasados.

Enquanto o Governo de Minas sustenta o discurso de “gestão com responsabilidade fiscal”, policiais e demais servidores da segurança pública são, na prática, forçados a retornar ao serviço ativo para complementar renda e garantir a própria subsistência. A responsabilidade fiscal, nesse contexto, revela-se seletiva: os salários do alto escalão permanecem preservados, enquanto a base da segurança pública arca com o ônus do ajuste.

O cenário é grave e constrangedor. A reconvocação de militares aposentados expõe a falha do governo em valorizar aqueles que sustentam a segurança do Estado e evidencia o descumprimento de compromissos assumidos com a categoria.



Renata Pimenta 

  Tenho observado alguns profissionais da segurança pública que vêm se destacando pelo trabalho e pela atuação pública. 🫡Vereador BH Sgt. J...