terça-feira, 4 de novembro de 2025

 


A declaração da antropóloga Jacqueline Muniz, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), de que policiais poderiam enfrentar bandidos armados com fuzis “usando pedras”, é vista como completamente irresponsável e desconectada da realidade da segurança pública. Para profissionais da área, esse tipo de afirmação desvaloriza e desumaniza o trabalho policial, transformando uma atividade de alto risco em mero discurso ideológico.


 Nenhum profissional sério em segurança pública defende tal absurdo. Policiais precisam de equipamentos adequados, treinamento constante e respaldo jurídico para agir dentro da lei — não de “pedras” contra criminosos fortemente armados. A fala da antropóloga reforça o abismo entre o discurso acadêmico e a realidade vivida nas ruas.


Informações da colunista Mônica Bergamo:


Após críticas à Operação Contenção — ação da Polícia Militar que resultou em 121 mortes nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro — Jacqueline Muniz relatou ter sido alvo de perseguições e ameaças nas redes sociais. A professora acionou o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos. Segundo o pedido protocolado, ela foi seguida em espaços públicos, fotografada sem consentimento e recebeu mensagens violentas. O caso conta com apoio do vereador Leonel de Esquerda (PT) e do advogado Carlos Nicodemos, membro do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH).


Apesar da polêmica envolvendo suas declarações, qualquer ameaça ou incitação à violência contra a pesquisadora é inaceitável e deve ser apurada com rigor. O debate público deve ocorrer dentro dos limites da lei, com respeito à integridade física e à liberdade acadêmica de todos os envolvidos.

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