Queremos novas unidades dos Colégios Tiradentes, mas não à custa do fechamento ou da descaracterização de escolas estaduais já em funcionamento.
A prioridade de vagas dos Colégios Tiradentes está prevista na Lei Estadual nº 20.010/2012, contemplando dependentes de militares da PMMG e do Corpo de Bombeiros, além de outros grupos definidos em lei. Posteriormente, os netos de militares também passaram a integrar esse grupo prioritário.
Diante disso, surge uma pergunta legítima: por que não criar novas unidades do zero, utilizando prédios públicos ociosos ou até espaços que possam ser cedidos pelos municípios, em vez de transformar escolas estaduais que já atendem suas comunidades?
Também é preciso considerar os impactos da mudança. Os Colégios Tiradentes possuem estrutura própria, regras específicas, uniforme e materiais que representam custos adicionais para as famílias. Além disso, os professores dessas unidades pertencem a um sistema próprio de ensino, vinculado à Diretoria de Educação Escolar da PMMG, o que levanta questionamentos sobre a situação dos profissionais que hoje atuam nas escolas que seriam transformadas.
A expansão da rede pode ser positiva, mas ela precisa ocorrer com planejamento, respeito à legislação e transparência. Não faz sentido retirar uma escola de uma comunidade para instalar outra no mesmo local, criando novos problemas para resolver antigos desafios.
O debate não deve ser entre ser contra ou a favor dos Colégios Tiradentes. A questão é como ampliar a oferta sem prejudicar alunos, famílias e servidores que já fazem parte da rede estadual.
É importante que a sociedade acompanhe essa discussão com atenção e analise os impactos reais dessas mudanças para a educação pública mineira.














































