A violência contra a mulher não é apenas a agressão física. Ela pode acontecer de várias formas, muitas vezes silenciosas e difíceis de identificar.
Violência física: empurrões, tapas, socos, chutes, queimaduras, estrangulamento ou qualquer agressão ao corpo.
Violência psicológica: humilhações, ameaças, chantagens, xingamentos, manipulação, perseguição, isolamento de amigos e familiares, controle excessivo e tentativas de destruir a autoestima da vítima.
Violência moral: calúnias, difamações, mentiras, exposição pública para humilhar ou desacreditar a mulher.
Violência patrimonial: destruição de objetos pessoais, retenção de documentos, controle do dinheiro, impedimento de trabalhar ou apropriação de bens e patrimônio.
Violência sexual: qualquer ato sexual sem consentimento, pressão para manter relações, impedimento do uso de métodos contraceptivos ou imposição de gravidez, aborto ou práticas sexuais indesejadas.
Violência digital: divulgação de fotos íntimas sem autorização, perseguição nas redes sociais, invasão de contas, monitoramento de mensagens, exposição e ameaças pela internet.
Muitas vezes o feminicídio é o último capítulo de uma sequência de violências que começou com controle, humilhações, ameaças e agressões aparentemente "menores". Por isso, toda forma de violência deve ser levada a sério.
Uma mulher não precisa estar machucada fisicamente para ser vítima de violência. O medo constante, a humilhação diária e a perda da liberdade também deixam marcas profundas.

