segunda-feira, 11 de maio de 2026

 


Após promessas, PEC que prevê reajuste anual da Segurança trava em MG

Presidente da ALMG afirma que esse tipo de PEC é de competência exclusiva do governo de Minas Gerias; proposta foi de Câmaras Municipais

Thiago Bonna

11/05/2026 14:29, atualizado 11/05/2026 14:32


Após promessas, PEC que prevê reajuste anual da Segurança trava em MG


Belo Horizonte – Após ser tratada como prioridade pelo governador Mateus Simões e receber apoio do deputado Nikolas Ferreira, a PEC que prevê reajuste anual para as carreiras da segurança pública estadual voltou a enfrentar obstáculos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).


A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 40/2024), apresentada por mais de cem câmaras municipais mineiras, segue travada na ALMG. O texto prevê recomposição salarial automática para as forças de segurança do Estado, mas, segundo o presidente da Assembleia, Tadeu Martins Leite, esse tipo de proposta só pode ser apresentado pelo Poder Executivo.


Segundo ele, a proposta apresenta “vício de iniciativa”, já que a definição sobre remuneração de servidores públicos é competência exclusiva do governador.


O que disse o governo


Após a declaração do presidente da ALMG, Mateus Simões afirmou que os ajustes necessários poderiam ser feitos durante a tramitação da PEC. O governador defendeu que o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Doorgal Andrada, colocasse a proposta em votação para que as adequações fossem realizadas posteriormente.


Como seria a tramitação


Caso aprovada na CCJ, a PEC seguiria para análise de uma Comissão Especial. Depois, precisaria:


ser votada no plenário da ALMG;


retornar à Comissão Especial;


e passar por nova votação dos deputados estaduais.


Contexto político


O tema ganhou força durante a cerimônia da Medalha da Inconfidência, realizada em Ouro Preto, em 21 de abril, quando Mateus Simões declarou apoio à proposta.


A fala foi interpretada como tentativa de aproximação com as categorias da segurança pública, que alegam defasagem salarial e consideraram insuficiente a recomposição de 5,4% aprovada neste ano.


No fim de 2025, durante audiência na ALMG, o então secretário da Fazenda, Luiz Claudio Fernandes Lourenço Gomes, afirmou que a situação fiscal do Estado tornava inviável uma recomposição salarial mais ampla para servidores civis e militares da segurança pública.

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