quarta-feira, 8 de abril de 2026

Caga ou sai da moita

 A sinalização do senador Cleitinho Azevedo de que só decidirá em junho se disputará o governo de Minas embaralhou ainda mais o cenário eleitoral, já marcado por articulações de bastidores, aproximações improváveis e movimentos que podem mudar até as convenções partidárias, previstas entre 20 de julho e 5 de agosto.

A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais e teve repercussão imediata. Antes disso, o próprio Cleitinho havia indicado Luís Eduardo Falcão como vice em uma possível chapa, dependendo apenas da decisão do ex-prefeito, que aceitou o convite publicamente.

A fala mais recente, porém, reforça a incerteza típica da política mineira: até a oficialização das chapas, nada está definido. O momento é de negociação intensa e múltiplas possibilidades.

Paralelamente, Mateus Simões intensifica sua movimentação política, adotando postura de pré-candidato ao percorrer o interior do estado, anunciar recursos, prometer obras e buscar apoio de prefeitos. O objetivo é consolidar uma base municipal robusta, inclusive entre lideranças próximas a Falcão.

Nesse contexto, o capital político de Falcão passa a ser observado com mais cautela. Apesar do destaque anterior à frente da associação de municípios, surgem nos bastidores sinais de possível enfraquecimento, com rumores de migração de aliados para o campo de Simões.

Ao mesmo tempo, Cleitinho dá sinais públicos de aproximação com Simões. Em interação nas redes sociais, ambos trocaram mensagens de apoio, gesto que, no ambiente político, tem peso relevante.

Esse movimento ocorre apesar de conflitos recentes entre Falcão e Simões, especialmente após divergências envolvendo apoio municipal à segurança pública. O episódio incluiu troca de críticas públicas e exposição de pressões políticas, o que torna o cenário atual, ao mesmo tempo, improvável e possível.

Diante disso, quatro caminhos principais se desenham:

O primeiro é a manutenção da chapa original, com Cleitinho candidato ao governo e Falcão como vice, dentro do mesmo partido.

O segundo envolve uma mudança mais profunda, com Cleitinho abrindo mão da disputa e Falcão assumindo a cabeça de chapa.

O terceiro cenário aponta para uma composição mais estratégica, com a busca de um vice de outro partido para ampliar tempo de televisão e recursos, deixando Falcão fora da majoritária.

O quarto, considerado improvável até recentemente, seria uma aliança entre Cleitinho e Simões, com possibilidade de indicação do vice pelo senador, podendo incluir nomes como seu irmão ou até o próprio Falcão.

O cenário permanece aberto, com articulações em andamento e definições ainda distantes. A eleição de 2026 em Minas Gerais segue em fase de construção, marcada por incertezas e mudanças constantes.

  A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais publicou a Resolução SEJUSP nº 712, de 6 de abril de 2026, que estab...