quarta-feira, 8 de abril de 2026

ALMG aprova requerimento para apurar negativa de transporte aeromédico a sargento da PMMG

 







ALMG aprova requerimento para apurar negativa de transporte aeromédico a sargento da PMMG

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou o Requerimento nº 20.682/2026, de autoria dos deputados Sargento Rodrigues e Caporezzo, que solicita esclarecimentos ao comando da Polícia Militar e ao Instituto de Previdência dos Servidores Militares sobre a negativa de transporte aeromédico a um militar acidentado.

O pedido foi encaminhado ao comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais e ao diretor-geral do Instituto de Previdência dos Servidores Militares de Minas Gerais.

O caso envolve o 2º sargento PM Rhuan Mangely de Sá Freitas, lotado na 67ª Companhia do 50º BPM, na 11ª Região da PM, em Montes Claros. O militar sofreu um grave acidente de trânsito no dia 2 de abril de 2026, no município de Porto Seguro, enquanto estava com a esposa e os dois filhos.

No acidente, um dos filhos do policial não resistiu. A esposa e a outra filha receberam atendimento médico e tiveram alta. Já o militar permaneceu internado no Hospital Regional Luiz Eduardo Magalhães, com quadro clínico delicado, incluindo fratura no tórax e agravamento com indícios de comprometimento renal.

Segundo o requerimento, houve indicação médica expressa para transporte aeromédico, sendo contraindicada a remoção por via terrestre. Ainda assim, o transporte não foi disponibilizado inicialmente pelos órgãos competentes, sendo oferecida apenas a alternativa de ambulância, considerada inadequada diante do estado de saúde do militar.

Diante da situação, familiares organizaram uma mobilização para custear o deslocamento da esposa e da filha até Minas Gerais, enquanto o sargento permaneceu internado na Bahia, sem acompanhamento direto da família.

Ainda conforme o documento, somente após intervenção do governador de Minas Gerais foi viabilizado o transporte aéreo adequado. A transferência ocorreu no dia 5 de abril de 2026, por meio de aeronave do Gabinete Militar, levando o policial para Montes Claros, onde passou a dar continuidade ao tratamento.

Os deputados questionam:

os motivos da negativa inicial do transporte aeromédico;

se havia aeronave disponível à época;

por que o IPSM não autorizou o procedimento;

e quais medidas serão adotadas para evitar situações semelhantes.

O caso gerou forte repercussão no meio policial, especialmente pela gravidade dos fatos e pela ausência de resposta imediata diante de uma situação considerada emergencial.

Blog da Renata Pimenta