Policial saca arma em briga por vaga de estacionamento em shopping e é desarmado por sogra de rival
Uma discussão envolvendo um policial militar, de 36 anos, e um historiador, de 47, por causa de uma vaga de estacionamento terminou em briga na tarde de sábado (25/4), em um shopping na região Leste de Belo Horizonte. Durante a confusão, o militar teria sacado a arma de fogo ao menos duas vezes. O caso foi registrado como agressão.
Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o agente relatou que chegou ao local com a esposa grávida e o filho de 2 anos. Ao estacionar em uma vaga destinada a gestantes, um homem teria feito um gesto de reprovação e o chamado de “babaca”. O policial disse que questionou se ele seria “médico ou fiscal do estacionamento”.
Ainda conforme o relato do militar, o homem teria se exaltado, feito ameaças e avançado em sua direção. Para se defender, ele sacou a arma e advertiu o rival para que se afastasse. O homem, porém, teria continuado a se aproximar, dizendo “atira se você for homem”. O policial guardou a arma e passou a trocar agressões físicas. A briga foi interrompida momentaneamente, mas recomeçou. Em meio à confusão, a arma do militar desapareceu.
O historiador nega ter iniciado a briga. Ele afirmou que apenas passou pelo carro e pode ter feito um gesto com a cabeça, sem intenção de provocar. Segundo ele, o policial começou a xingá-lo e sacou a arma sem se identificar. Ainda de acordo com o relato, o militar teria guardado a arma e iniciado as agressões físicas, com socos e chutes, após correr em sua direção.
A esposa do historiador também relatou ter sido atingida ao tentar separar os dois, ficando com um olho roxo. A briga só terminou com a intervenção de terceiros e seguranças do shopping.
De acordo com o boletim de ocorrência, a arma do policial foi recolhida por seguranças após ter sido retirada pela sogra do historiador, que pegou o armamento na cintura do militar durante a briga para evitar um “mal maior”. A conduta dela não foi considerada criminosa.
Os envolvidos foram encaminhados à delegacia da Polícia Civil, onde assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). O historiador e a esposa passaram por exame de corpo de delito.
Em entrevista, o historiador afirmou que teme pela própria segurança e pretende buscar a Justiça. O shopping informou que a situação foi rapidamente controlada pela equipe de segurança e que está à disposição das autoridades. Já a PMMG informou que o policial estava fora de serviço e que foi instaurado procedimento administrativo para apurar o caso.
